O intervalo que não deveria virar abandono do cuidado

Em artigo na CNN Brasil de 22 de setembro, o hebiatra Alberto Helito alerta para a interrupção das consultas depois da infância. Parecer saudável não elimina a necessidade de acompanhar puberdade, vacinação, alimentação, sono e saúde emocional.

O especialista defende que o adolescente participe da conversa e aprenda a relatar sintomas e compreender o próprio cuidado. Um momento de escuta individual pode favorecer essa relação, sem excluir o apoio familiar. O texto também ressalta que prevenção não significa pedir exames indiscriminadamente ou transformar todo jovem em paciente frequente: o acompanhamento deve considerar necessidades e riscos individuais.

A publicação apresenta orientação clínica, não resultados de uma pesquisa que tenha medido o efeito de uma frequência específica de consultas. Não há, portanto, base nesse artigo para impor um calendário único a todos os adolescentes.

Fonte: CNN Brasil.

Por que olhar além dos sintomas físicos

A Organização Mundial da Saúde situa depressão e ansiedade entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa fase. Lesões, violência, uso de substâncias, nutrição e saúde sexual e reprodutiva também fazem parte das necessidades de cuidado.

A ficha da OMS reúne dados de diferentes anos e países; não é um retrato exclusivo dos adolescentes brasileiros em 2026. Seus indicadores ajudam a explicar a amplitude da prevenção, mas não permitem diagnosticar um jovem individualmente.

Para a família, a consequência prática é manter um vínculo de cuidado que acolha dúvidas e mudanças, sem esperar apenas uma doença evidente. Para o adolescente, é uma oportunidade de ganhar autonomia com apoio, incluindo espaço para falar sobre temas difíceis e participar das decisões que afetam sua saúde.

Fonte: OMS.

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