Proteção antes do acidente

Em artigo publicado na CNN Brasil em 23 de setembro, o neurocirurgião Cesar Cimonari de Almeida chama atenção para o traumatismo cranioencefálico entre motociclistas. A lesão pode ocorrer pela aceleração e desaceleração do cérebro, mesmo sem fratura aparente no crânio.

O texto ressalta que o capacete precisa ter tamanho adequado e permanecer corretamente afivelado. Também alerta que estar consciente logo depois da colisão não exclui uma lesão importante. Confusão, sonolência excessiva, vômitos repetidos, convulsões, alteração da fala ou piora neurológica após o trauma exigem avaliação médica imediata. Trata-se de orientação especializada, não de um novo estudo experimental.

Fonte: CNN Brasil.

Benefício importante, proteção incompleta

A ficha técnica da Organização Mundial da Saúde informa que o uso correto do capacete pode reduzir o risco de lesão cerebral em até 74%. Esse número resume evidências populacionais: não é garantia de proteção individual nem significa que qualquer equipamento ofereça o mesmo desempenho em todas as colisões.

A OMS também destaca que a prevenção depende de velocidades seguras, veículos e vias adequados, fiscalização e atendimento oportuno após acidentes. O capacete atua na proteção da cabeça; não impede a colisão e não substitui essas outras medidas.

O objetivo não se limita a evitar mortes. Lesões no trânsito podem gerar incapacidade e custos prolongados para a pessoa e sua família. Melhorar o acesso ao atendimento pré-hospitalar e hospitalar também integra a resposta: atrasos no cuidado podem agravar as consequências. Prevenção, equipamento adequado e assistência rápida são partes complementares da segurança.

Fonte: OMS.

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