Uma relação de mão dupla
Reportagem da CNN Brasil publicada em 23 de setembro destaca como estresse, ansiedade e depressão podem acompanhar crises de enxaqueca mais frequentes ou intensas. A relação também opera no sentido contrário: conviver com dores imprevisíveis e recear a próxima crise pode comprometer o bem-estar emocional.
A neurologista Thais Villa, ouvida pelo veículo, defende avaliar sono, frequência das crises, saúde emocional e uso de medicamentos, além de tratar a dor. A publicação é uma reportagem explicativa, não a apresentação de um novo ensaio clínico. Por isso, não estabelece quanto do risco individual seria explicado pelo estresse nem demonstra que ele seja a causa única da doença.
Fonte: CNN Brasil.
O que a referência médica acrescenta
A Organização Mundial da Saúde descreve a enxaqueca como uma cefaleia primária recorrente, frequentemente acompanhada de náusea e sensibilidade à luz ou ao som. Também reconhece a associação com ansiedade e depressão. Isso não significa que a dor seja imaginária ou que todas as pessoas tenham os mesmos gatilhos.
A OMS alerta que o uso crônico e excessivo de remédios para dor pode produzir cefaleia por uso excessivo de medicamentos. O cuidado exige diagnóstico e escolha individual do tratamento, que pode incluir prevenção das crises. Não é adequado simplesmente aumentar a frequência de analgésicos por conta própria.
Manter horários regulares de sono e registrar crises e possíveis gatilhos em um calendário são medidas citadas pela organização. Esses registros ajudam a organizar a consulta; não substituem avaliação profissional nem comprovam, isoladamente, que um alimento ou situação causou a dor.
Fonte: OMS.



